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Inquisição: do Mito à Verdade

No início do séc. XIII, o Papa Gregório IX estabelece a Santa Inquisição para sanar o grave estado de anarquia doutrinária que proliferava em várias partes da Europa (França, Alemanha e, até mesmo, no norte da Itália). Mais do que simplesmente arbitrar e enterrar heresias em seu lodo original, a Santa Inquisição serviu muito mais para trazer o Direito Romano de volta à rotina daquele continente conturbado, miserável e onde as massas ignorantes eram manipuladas pela parte facínora da Nobreza.

Sim, isso mesmo! A Igreja, além de ter criado as Universidades (onde hoje a ultrajam) e financiado tanto as Ciências como as Artes, também primou pela defesa dos acusados de crimes, mesmo os de heresia. Antes da Inquisição, a Nobreza tinha absoluto arbítrio de vida e morte sobre qualquer um. Bastava uma denúncia, prescindindo de testemunhas, para que alguém fosse levado a julgamento, onde o Rei ou o nobre do local poderia mandar executar, mesmo sem provas, alguém acusado, por exemplo, de bruxaria. Como o povo era ainda muito supersticioso, acabava ajudando a caçar essas pessoas.

Assim, a Igreja foi, na verdade, a única instituição que se levantou para dar chances de defesa aos acusados de heresia ou bruxaria. Naquela época, assim como é ainda hoje, os direitos humanos eram apregoados, unicamente, pela Igreja, ainda que alguns de seus membros não estivessem à altura moral e espiritual do Clero. Por isso, hoje, se você, que está lendo este artigo, pode se defender de uma acusação que você ache injusta ou, simplesmente, tenha cometido um crime e queira que sua integridade física seja preservada, agradeça à Santa Inquisição.

Mas, claro: os inimigos da Igreja, que contaram e ainda contam a História de acordo com seu ódio diabólico e anti-humano, se aproveitam de alguns ícones espúrios que abusaram de suas prerrogativas para pintar uma Igreja assassina, genocida e vil. Nada mais falso e mentiroso. Se isso não bastasse para mostrar-nos quem são os inimigos de Cristo, ainda falseiam ou inventam dados, anedotas e mentiras das mais sórdidas. Acompanhemos a vídeo-palestra abaixo, criado pelo canal Logos Apologética e passe do Mito à Verdade:

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Sobre Júlio [Ebrael]

Brazilian blogger. Amateur writer, poet and avid reader. Conservative, Catholic and Anti-Zionist. // Blogueiro brasileiro. Escritor amador, poeta e leitor ávido. Conservador, católico e antissionista. //

6 comentários em “Inquisição: do Mito à Verdade

  1. A maneira como os católicos tentam justificar a desgraça que cometeram na inquisição, provando que nada têm de Cristo, chega ser ridícula. Do que então seu papa João Paulo II pediu perdão??? Tanto reconhecem ser um erro do catolicismo que o atribuem aos “filhos da igreja” não à própria. Ora, qual critério usam para distinguir “filhos da igreja” da própria igreja romana? Afinal a inquisição não foi um criação do papa, com o aval de todo o clero e os católicos de todo mundo da época? E se aparece apenas uma pessoa boa, por que então beatificam o tal, atribuindo a bondade que tinha à toda igreja? kkkkkkkk

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  2. O que muitos evangélicos não sabe é que houve também uma Inquisição protestante depois da Reforma. Os protestantes também caiu em uma abordagem míope semelhante ao silenciar opiniões divergentes. Não era um ambiente “caloroso” Espírito Santo de volta nos primeiros dias da Reforma. Dezenas de milhares de não-anglicanos foram mortos na Inglaterra. Foi brutal. Na América, os puritanos (protestantes) também realizou uma Inquisição, onde as pessoas eram queimadas na fogueira.

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  3. As pessoas pensavam de forma diferente naquela época. Os direitos humanos, a liberdade de consciência, a liberdade religiosa e do pluralismo eram conceitos que cresceram a partir da experiência e maturidade da sociedade e através da maturidade doutrinária. Estes conceitos não se concretize até os últimos cem anos ou mais. Até mesmo os primeiros reformadores não estavam em “liberdade de religião” e “liberdade de expressão”. Martinho Lutero disse:

    Há outros que ensinam em oposição a algum artigo reconhecido de fé que é manifestamente fundamentada na Escritura. . . Hereges desse tipo não devem ser tolerados, mas punidos como blasfemos aberto. . . Se alguém quer pregar ou ensinar, deixe-o dar a conhecer a chamada ou o comando que o impele a fazê-lo, ou então esteja calado. Se ele não vai ficar quieto, então deixe as autoridades civis comandar o canalha a seu legítimo dono – ou seja, mestre Hans [isto é, o carrasco] (Janssen, X, 222;. EA, Bd. 39, 250-258; Comentário. Salmo 82, 1530;. cf Durant, 423, Grisar, VI, 26-27)

    Na Escócia, em 1699, um jovem de 18 anos de idade, Thomas Akin foi enforcado (morto) por parte das autoridades locais, que eram presbiterianos. A acusação era blasfêmia. Acho que deve ter muito cuidado quando olhamos para a história, para compreender o pensamento eo contexto de incidentes.

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  4. Caro Edmilson.
    A inquisição está longe de ser uma desgraça.
    Inquisição nada mais é do que o ato de inquirir, ou seja, um julgamento.
    Antes da do Tribunal do Santo Ofício ser ser instaurado já haviam governantes matando pessoas por causa de suas doutrinas sem haver inquisição, ou seja, sem haver julgamento.
    A Igreja começou a inquisição justamente para dar à essas pessoas o direito de sedefender, começou à condenar heresias pelo fato de, até então, não haver critérios para as conenações.
    Devemos o nosso modelo judicial que temos hoje à inquisição, o modelo com juíz, réu, advogado de defesa, advogado de acusação, testumnhas, e júri.
    Nada diso existia antes do Tribunal do Santo Ofício.
    O Santo Papa João Paulo II pediu desculpas pelos pecado dos filhos da Igreja, ou seja, dos católicos que usaram da inquisição como desculpa para execução de seus desafetos.
    Como por exemplo o caso de Joana Darck, que foi “julgada” e condenada sem que Roma tomasse conhecimento do caso, condenada porque haviam intresses pessoais nisso.
    Se hoje, com telefone, internet e toda essa tecnologia o Papa não têm como saber de tudo que se passa com seu rebanho, imagine naquela época?
    Existia naquela época o crime civil de “Lesa Majestade”, que condenava toda pessoa que falsificasse a moeda real à morte.
    São Tomás de Aquino disse “Se quem falsifica a moeda do rei é condenado à morte, que pena então merece quem falsifica a verdade de Fé?”
    Foi criado o crime de “Lesa Majestade Divina”, condenando todo cidadão cristão que ensinasse uma doutrina diferente da religião do rei.
    O papel da Igreja era somente de analisar o caso, fazendo interrogatório e dando o veredícto, o mesmo papel do júri nos tribunais de hoje.
    O júri não condena, apenas fala o veredícto, se p réu é culpado ou inoscente, quem estipula a sentença é o juíz, com base na lei do Estado e assim era na inquisição.
    A Igreja Católica nunca condenou ninguém à morte, a pena maior do Código de Direito Canônico da Igreja sempre foi a excomunhão, até mesmo durante a inquisição.
    Era o Estado quem estipulava a pena e executava e a pena de morte era sempre o último recurso, em pouquíssimos casos.
    O Tribunal do Santo Ofício existe até os dias de hoje, continua julgando os católicos e, quando é o caso, excomungando, não mudou absolutamente nada de lá pra cá.
    As heresias que você simpaticament chama de “opiniões divergentes” levaram muitas almas à condenação eterna.
    Não sei se você é materialista, mas para nós católicos mais vale morrer do que perder a salvação eterna, que o diga os santos mártires.
    “Opiniões divergentes” como as dos Cátaros, que pregavam a extinção da raça humana, que matavam mulheres grávidas e famílias inteiras.
    A Igreja Católica somente cumpriu seu papel, o papel deixado por Cristo.
    “Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.” Mateus 18, 17

    “Direitos Hmanos”????
    Realmente, se a pessoa não tiver a inteligência de contextualizar a inquisição, querer trazer para os dias de hoje sem entender como o mundo funcionava fica estranho.
    Somente um ignorante faria isso.
    Não quero opinar sobre a “inquisição” protestante que de inquisição não teve nada.
    Espero ter respondido e tirado suas dúvidas.
    E pra finalizar, quando o Papa diz “filhos” da Igreja ele se refere à Igreja na sua totalidade.
    À Igreja Católica Triunfante, composta pelos filhos que já alcançaram a santida junto à Deus no Céu.
    À Igreja Católica Padescente de seus filhos que estão purgando seus pecados e alcançando a perfeição.
    À Igreja Católica Militante, esta sim, pecadora, infiel, imperfeita e composta de filhos que ainda estão em estado de conversão, de filhos que ainda estão sofrendo a ação do malígno.
    Muito obrigado pelo comentário e estamos à disposição para tirar quaisquer dúvidas que você venha à ter.
    Fica com Deus e na proteção de Nossa Senhora Virgem Maria.

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